terça-feira, 7 de abril de 2009
Vontade de voltar atrás e cair pra frente.
Êita vontade de mandar tudo pelos ares. De viver a minha vida, e mandar todo mundo se foder, respeitosamente. De abrir os braços e ver o vento me levar, repentinamente. De poder me expressar, fazer entenderem minha mente, e dar valor ao que tenho, não ao que perdi recentemente.
segunda-feira, 30 de março de 2009
Requiem Æternam
Carma é real ou é só mais uma explicação pra suposta injustiça divina?
Por que eu realmente não acredito que devamos pagar por algo cometido numa vida anterior, se é que essa parada existe mesmo. Como explica-se alguém sofrer sem ter "pecado"?
Não sei se Carma é explicação ou o que, mas sempre acreditei que nada é em vão, por que um dia me disseram que as pedras no seu caminho, servem, fundamentalmente, para construir uma escada.
Por que eu realmente não acredito que devamos pagar por algo cometido numa vida anterior, se é que essa parada existe mesmo. Como explica-se alguém sofrer sem ter "pecado"?
Não sei se Carma é explicação ou o que, mas sempre acreditei que nada é em vão, por que um dia me disseram que as pedras no seu caminho, servem, fundamentalmente, para construir uma escada.
domingo, 29 de março de 2009
terça-feira, 17 de março de 2009
Sou uma medalha E você?
Escrever sobre banalidades é fácil. Expor a alma é o que me falta.
Cada indivíduo, é dois. Intrínsecos e inseparáveis, sendo um deles exposto, formado por diversos fatores, e outro obscuro. O primeiro, mero reflexo do segundo, é nossa ferramenta de convívio social, de modo a tentarmos, inconscientemente, moldá-lo, sendo composto por nossa aparência, conjunto de atitudes e ações. Já o outro é quem realmente somos, quando caímos em nosso pensamentos ou colocamos nossas cabeças no travesseiro.
Segundos indivíduos são obscuros até para nós mesmos, e assim, tendemos a viver cada vez mais com o lado de fora da medalha.
Vai ver é verdade...vai ver é só efeito dos remédios...
Cada indivíduo, é dois. Intrínsecos e inseparáveis, sendo um deles exposto, formado por diversos fatores, e outro obscuro. O primeiro, mero reflexo do segundo, é nossa ferramenta de convívio social, de modo a tentarmos, inconscientemente, moldá-lo, sendo composto por nossa aparência, conjunto de atitudes e ações. Já o outro é quem realmente somos, quando caímos em nosso pensamentos ou colocamos nossas cabeças no travesseiro.
Segundos indivíduos são obscuros até para nós mesmos, e assim, tendemos a viver cada vez mais com o lado de fora da medalha.
Vai ver é verdade...vai ver é só efeito dos remédios...
quinta-feira, 12 de março de 2009
Todo mundo já quis, mas só ele teve colhões.
Tacaram um par de sapatos no Bush. Em visita a cidade de Bagdá, o déspota, em entrevista coletiva se viu frente a frente com um jornalista iraquiano revoltado, que dizendo "vingar" os mortos e as viúvas de uma guerra sem sentido, cometeu o ato que talvez 70% da população americana cometeria. Seria essa manifestação desesperada, um motivo para punir o jornalista, ou um aviso da falta de aprovação das atitudes do presidente? Invariavelmente, Muntadar al-Zaidi foi detido instantâneamente, com quase toda a certeza deste mundo, torturado, e na ultima quinta condenado a três anos de prisão. Considerado herói, Zaidi, declarou que sua atitude foi "natural, como a de qualquer iraquiano". Compreendo que não haveria momento melhor para se arremessar sapatos no presidente americano. Entendo também, que, ao ver sua terra definhando há cinco anos, o cidadão se sentiu indignado, e vendo o responsável na sua frente, cometeu um ato que podemos classificar como legítimo, espontâneo e claramente compreensível.
Bush, habilmente, esquivou-se de ambos os sapatos.
Bush, habilmente, esquivou-se de ambos os sapatos.
segunda-feira, 9 de março de 2009
~
"Estou aqui, mas é como se não estivesse em parte alguma de tal modo fui despersonalizado por uma série de fenômenos que tornaram irrelevante, já não digo o estar em alguma parte, mas o ser alguém em um ente definido e não outro qualquer, desde sarcomastigóforo, que o livro garante ser espécie mínima de protozoário, até o proboscídeo, hoje representado pelo simpático elefante. Ou mesmo objeto. Sou pessoa ou tamborete gente ou panela de apito, sou folha de papel, relógio, cadarço, roda de carro, que é que sou afinal? Inda se fosse só isto ou aquilo. Mas sucessivamente me transfomaram em outra coisa ou coisa nenhuma. Pintam-me de vermelho ou azul, dissolvem-me, condensam-me, baralham-me, anulam-me. Por toda parte ouço ordens, advertências, conselhos, intimações, proibições. Faço o que não quero, se faço; em geral, não me deixam fazer nada. Dizem que sou massa. Mas existe massa, ou criaturas diferentes uma das outras?"
É do Drummond, mas achei no about de alguém e postei.
É do Drummond, mas achei no about de alguém e postei.
quinta-feira, 5 de março de 2009
Entre bitucas e monges...
Cidade grande. Multidões indo e vindo, sempre com algo em mente: trabalho, estudo, dinheiro ou algo que o valha. São seis e vinte da manhã, e a Paulista funciona como nunca. Homens dentro de ternos tomam cafézinhos preparados por tias, que acordaram as 4h, para esquentar água, e garis dispostos geométricamente pela avenida varrem as bitucas dos engravatados. A porta dos shoppings está sendo aberta, mesmo que as lojas estejam fechadas e os clientes ainda dormindo. A madrugada ainda nem acabou, e isso significa que (ainda/já) tem gente voltando pra casa. A tensão tá no ambiente, você passa e sente. Um policial de mochila cruza meu caminho, e se posiciona, para evitar possíveis delitos. Adolescentes de skate, hippies com tendinhas e ciclistas. São seis e quarenta. Dezenas de orientais, reunidos na frente do colégio, conversam, as vezes em línguas que eu nunca ouvi. Um ser remendado cruza comigo e murmura: "Aê, Jow! Me descola um cigarro, na moral?".Na moral, eu descolo. Os minutos passam e algum ativista vem me convidar pro Green-Peace...dou um jeito de ser evasivo, e ....NOSSA! É quase inacreditável quando aquela figura aparece. Dentro duma bata rosa, com a cabeça raspada, salvo uma trancinha na base da nuca, e algo laranja no meio da testa. Entre estátuas humanas, rastafaris e japoneses de cabelo colorido, aparece um monge. Sim, um monge. De certa forma até alegra meu dia. Eu poderia lhe perguntar infitas coisas, como de onde ele veio, ou por que está ali, mas ele é mais rápido e pergunta antes: "Você está feliz?". Independente de qualquer resposta dada, ele diz que não se deve estar feliz, pois feliz é um estado de espirito. Não se está feliz, se É feliz. Pra mim, besteira. Enquanto admiro a figura de um monge em plena Av. Paulista abordando pessoas, e discutindo sobre felicidade, me dou conta de que são sete vinte e tenho que ir pra aula. Todo esse caos acontece ao meu redor, e incrivelmente, QUASE não me afeta.
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