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sábado, 21 de agosto de 2010

What do you name as revolution?

Post (de) ébrio [acredito que não tenha agá].

Percebi que por mais que não tenhamos peito (ou seja lá como goste de chamar isso), realmente é a unica solução. Afinal vivemos numa democracia INDIRETA (apredi hj, ;D ) e a opinião popular não vale de nada se não manifestada.


"Revolution, the only solution.
The armed response of an entire nation.
We've taken all your shit,
now it's time for restitution."

SoaD.



Não que eu vá me "alistar" ao PSTU, formar uma milícia, ou nada, mas acho que agente tá muito acomodado. Se nós (a população em geral) discorda de algo, deveria fazer algo. E plebiscitos não funcionarão.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Todos seremos nulodimensionais.
Acho que uma pixação que tem por aí, mas agora faz todo o sentido. Me dou ao luxo de tentar explicar um assunto qual sou leigo, por isso tente fazer um esforço. Principalmente na parte da linguagem.

Aula sobre Flusser. Assusntos escabrosos e complicados. Tiro a minha atenção dos desenhos que faço e reparo no ser que fala à frente. Ele solta qualquer palavra composta em alemão que quer dizer "estar, viver no mundo", que remete ao tempo das cavernas, onde usávamos apenas nosso corpo para expressar. Estavamos completamente imersos na realidade, na tridimensionalidade. Até alguém resolver deixar um desenho na parede. Segundo Flusser (que se escreve com um "beta" no lugar dos dois esses) começou a "escalada à nulodimensionalidade". Esse desenho mudou toda a concepção de comunicação. Ela passou a ser bidimensional. Os desenhos evoluiram e ficaram cada vez mais simples e com significado mais restrito, e posteriormente viraram escrita. Esta torna a comunicação unidimensional, pois é um ponto em movimento (não me culpe, culpe o tcheco). Cada passo desse, cada dimensão "perdida" é um afastamento da realidade. Com novas tecnologias, passamos a armazenar informação em lugar nenhum. Tudo bem que seu HD tem volume, massa e dimensões, mas as informaçoes nele contidas não estão lá. Elas são impulsos, sinais ou qualquer coisa magnética que o valha. Se você encostar um imã ali, PIMBA, o volume, massa e dimensões são os mesmos, mas não existe mais informação. Acho que essa e a famosa nulodimensionalidade.

Será que tem como perder mais alguma dimensão? O tempo? Será que que isso é um progresso? Será que dá pra se afastar mais da realidade? Será que é o ápice? Será que é o fim das inovações, da história ou de o que quer que seja? Será que existe "fim"?

sexta-feira, 15 de maio de 2009

As coisas mudam frequentemente, e só percebemos quando olhamos pra trás e vemos quão grande foi o passo que nós demos.

adoro posts de bêbado.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Todo mundo já quis, mas só ele teve colhões.

Tacaram um par de sapatos no Bush. Em visita a cidade de Bagdá, o déspota, em entrevista coletiva se viu frente a frente com um jornalista iraquiano revoltado, que dizendo "vingar" os mortos e as viúvas de uma guerra sem sentido, cometeu o ato que talvez 70% da população americana cometeria. Seria essa manifestação desesperada, um motivo para punir o jornalista, ou um aviso da falta de aprovação das atitudes do presidente? Invariavelmente, Muntadar al-Zaidi foi detido instantâneamente, com quase toda a certeza deste mundo, torturado, e na ultima quinta condenado a três anos de prisão. Considerado herói, Zaidi, declarou que sua atitude foi "natural, como a de qualquer iraquiano". Compreendo que não haveria momento melhor para se arremessar sapatos no presidente americano. Entendo também, que, ao ver sua terra definhando há cinco anos, o cidadão se sentiu indignado, e vendo o responsável na sua frente, cometeu um ato que podemos classificar como legítimo, espontâneo e claramente compreensível.

Bush, habilmente, esquivou-se de ambos os sapatos.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Entre bitucas e monges...

Cidade grande. Multidões indo e vindo, sempre com algo em mente: trabalho, estudo, dinheiro ou algo que o valha. São seis e vinte da manhã, e a Paulista funciona como nunca. Homens dentro de ternos tomam cafézinhos preparados por tias, que acordaram as 4h, para esquentar água, e garis dispostos geométricamente pela avenida varrem as bitucas dos engravatados. A porta dos shoppings está sendo aberta, mesmo que as lojas estejam fechadas e os clientes ainda dormindo. A madrugada ainda nem acabou, e isso significa que (ainda/já) tem gente voltando pra casa. A tensão tá no ambiente, você passa e sente. Um policial de mochila cruza meu caminho, e se posiciona, para evitar possíveis delitos. Adolescentes de skate, hippies com tendinhas e ciclistas. São seis e quarenta. Dezenas de orientais, reunidos na frente do colégio, conversam, as vezes em línguas que eu nunca ouvi. Um ser remendado cruza comigo e murmura: "Aê, Jow! Me descola um cigarro, na moral?".Na moral, eu descolo. Os minutos passam e algum ativista vem me convidar pro Green-Peace...dou um jeito de ser evasivo, e ....NOSSA! É quase inacreditável quando aquela figura aparece. Dentro duma bata rosa, com a cabeça raspada, salvo uma trancinha na base da nuca, e algo laranja no meio da testa. Entre estátuas humanas, rastafaris e japoneses de cabelo colorido, aparece um monge. Sim, um monge. De certa forma até alegra meu dia. Eu poderia lhe perguntar infitas coisas, como de onde ele veio, ou por que está ali, mas ele é mais rápido e pergunta antes: "Você está feliz?". Independente de qualquer resposta dada, ele diz que não se deve estar feliz, pois feliz é um estado de espirito. Não se está feliz, se É feliz. Pra mim, besteira. Enquanto admiro a figura de um monge em plena Av. Paulista abordando pessoas, e discutindo sobre felicidade, me dou conta de que são sete vinte e tenho que ir pra aula. Todo esse caos acontece ao meu redor, e incrivelmente, QUASE não me afeta.