O último foi no Chile, mas antes teve no Haiti e no México também, se vocês me permitem lembrar. Vaca louca, gripe do frango e agora a suína. Tsunami no Oceano Índico, e faz um tempo, uma enchente sinistra nos Estados Unidos.
Sem contar obviamente aquelas catástrofes causadas por nós mesmos. Xenofobia na Europa, Guerra Santa na Palestina, o bom e velho Efeito Estufa e a "recente" Crise.
Escândalos e mais escândalos envolvendo imagens importantes, e é claro, o êxtase que isso causa em nós.
Sei não, mas talvez esse tal de calendário Maia esteja bem proximo da realidade.
segunda-feira, 1 de março de 2010
domingo, 17 de janeiro de 2010
Bom dia, flor do dia, mas deve haver modos menos agourentos de se dispertar que com uma filha choramingando à cabeceira. E pelo visto, mais uma vez você veio sem os meus cigarros, que dirá os charutos. Que é proibido fumar aqui dentro eu sei, mas dá-se um jeito, também não estou lhe pedindo pra entrar no hospital com cocaína. Vou lhe contar como um belo dia, em Paris, seu avô resolveu me levar a uma estação de inverno. Papai era um homem de multiplos interesses, mas até entao eu desconhecia essa sua faceta esportiva. Aos dessete anos, segundo ele, já estava mais do que na hora de eu conhecer a neve, por isso enfrentamos uma longa viajem de trem até Crans-Montana, nos alpes suíços. À noite, nos demos entrada no hotel, munidos de botas e luvas e gorros de lã, pares de esquis e de bastões, todo o aparato. E eu já ia dormir quando papaime chamou ao seu quarto, sentou-se numa chaise longue e abriu o estojo de ébano. Mas o que é iss, meu Pai? É a neve, ora bolas, disse ele muito sério.Com uma mini-espátula separou o pó branquíssimo em quatro linhas, depois me passou um canudo de prata.Mas não se tratava dessa porcaria que idiota cheira por aí, era coaína da pura, que só tomava quem podia. Não travava a boca, a fome tirava a fome, nem brochava, tanto é verdade que em seguida ele mandou subir as putas.[...]
Começo do 7º capítulo de Leite Derramado, do Chico Buarque.
LEIAM.
Começo do 7º capítulo de Leite Derramado, do Chico Buarque.
LEIAM.
domingo, 8 de novembro de 2009
Arco-Íris
Eu nem sou fã de futebol...
Mas hoje reparei que o Palmeiras dominou a disposição de cores em uniformes...
Beira quase o absurdo. Não contentes em serem tricolores, ou quadricolores, adotaram nada menos que cinco cores. Branco e verde originalmente. Amarelo marca-texto, que eles insistem em dizer que é um tom de verde, veio em seguida, e agora com a desculpa de louvar a Itália, adotaram o azul e o vermelho. Que porra é essa? Quantos uniformes um time pode ter? Quantas cores um time pode adotar? Eu sei que não tem uma cartilha que reza quantos tons os uniformes podem dispor, mas o bom senso deveria reger tais coisas.
E o Love? Passa mais tempo no cabeleireiro do que no treino, pq pra pintar/trocar aquelas trancinhas toda vez que muda o uniforme, tem que ter disposição.
Mas hoje reparei que o Palmeiras dominou a disposição de cores em uniformes...
Beira quase o absurdo. Não contentes em serem tricolores, ou quadricolores, adotaram nada menos que cinco cores. Branco e verde originalmente. Amarelo marca-texto, que eles insistem em dizer que é um tom de verde, veio em seguida, e agora com a desculpa de louvar a Itália, adotaram o azul e o vermelho. Que porra é essa? Quantos uniformes um time pode ter? Quantas cores um time pode adotar? Eu sei que não tem uma cartilha que reza quantos tons os uniformes podem dispor, mas o bom senso deveria reger tais coisas.
E o Love? Passa mais tempo no cabeleireiro do que no treino, pq pra pintar/trocar aquelas trancinhas toda vez que muda o uniforme, tem que ter disposição.
domingo, 4 de outubro de 2009
Agora Falando Sério
Agora falando sério
Eu queria não cantar
A cantiga bonita
Que se acredita que o mal espanta
Dou um chute no lirismo, um pega no cachorro e um tiro no sabiá
Dou um fora no violino, faço a mala e corro pra não ver banda passar
Agora falando sério Eu queria não mentir
Não queria enganar, driblar, iludir tanto desencanto
E você que está me ouvindo Quer saber o que está havendo com as flores do meu quintal?
O amor-perfeito, traindo, a sempre-viva, morrendo, e a rosa, cheirando mal
Agora falando sério
Preferia não falar
Nada que distraísse o sono difícil, como acalanto
Eu quero fazer silêncio
Um silêncio tão doente do vizinho reclamar
E chamar polícia e médico e o síndico do meu prédio pedindo para eu cantar
Agora falando sério
Eu queria não cantar, falando sério
Agora falando sério
Preferia não falar, falando sério
C. B. de Holanda
Eu queria não cantar
A cantiga bonita
Que se acredita que o mal espanta
Dou um chute no lirismo, um pega no cachorro e um tiro no sabiá
Dou um fora no violino, faço a mala e corro pra não ver banda passar
Agora falando sério Eu queria não mentir
Não queria enganar, driblar, iludir tanto desencanto
E você que está me ouvindo Quer saber o que está havendo com as flores do meu quintal?
O amor-perfeito, traindo, a sempre-viva, morrendo, e a rosa, cheirando mal
Agora falando sério
Preferia não falar
Nada que distraísse o sono difícil, como acalanto
Eu quero fazer silêncio
Um silêncio tão doente do vizinho reclamar
E chamar polícia e médico e o síndico do meu prédio pedindo para eu cantar
Agora falando sério
Eu queria não cantar, falando sério
Agora falando sério
Preferia não falar, falando sério
C. B. de Holanda
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Efeito dos alucinógenos
Poucos dias antes de morrer Janis Joplin disse que aquela geração de músicos era o começo de muitas outras futuras que, naturalmente, superariam as anteriores. Doce ilusão.
Não sei se é culpa do domínio comercial imposto em cada estampa musical, ou a falta da necessidade de evolução e acomodação com aquilo que lhe é apresentado, mas a música se decompõe lentamente com o tempo.
A cada CD novo lançado damos um passo para trás: cada vez menos instrumentos e mais grunhidos computadorizados; menos melodia, e mais pobreza em todos faces musicais; menos poesia, mais baixaria ao som do mesmo batidão e a falta de letras com assuntos realmente interessantes, dando lugar aos clichês amorosos (Bláblá você. Bláblá te ver. Bláblá minha dor. Bláblá nosso amor).
Acredito -ou espero- que outros também compartilhem esse sentimento comigo, mas desde que nasci, ou de uns 15 anos pra cá, os artistas perderam seu valor. Salvo raras exceções atuais, bandas anteriores que ainda executam um bom trabalho e artistas esforçados, mas nesses quinze anos nenhum compositor/intérprete se revelou e atingiu um status respeitavel pelo seu talento real, e não pelo seu rostinho bonito, carisma ou seja lá o que essas revistas ligam hoje em dia.
Cada vez mais música de prateleira, que vende milhões de cópias no primeiro trimestre abalando na lista de top 5 e depois não se encontra mais cópia sequer, domina o nosso mercado. Janis se revira de bad no seu túmulo enquanto Rebeldes e Jonas Brothers faturam milhões.
Não sei se é culpa do domínio comercial imposto em cada estampa musical, ou a falta da necessidade de evolução e acomodação com aquilo que lhe é apresentado, mas a música se decompõe lentamente com o tempo.
A cada CD novo lançado damos um passo para trás: cada vez menos instrumentos e mais grunhidos computadorizados; menos melodia, e mais pobreza em todos faces musicais; menos poesia, mais baixaria ao som do mesmo batidão e a falta de letras com assuntos realmente interessantes, dando lugar aos clichês amorosos (Bláblá você. Bláblá te ver. Bláblá minha dor. Bláblá nosso amor).
Acredito -ou espero- que outros também compartilhem esse sentimento comigo, mas desde que nasci, ou de uns 15 anos pra cá, os artistas perderam seu valor. Salvo raras exceções atuais, bandas anteriores que ainda executam um bom trabalho e artistas esforçados, mas nesses quinze anos nenhum compositor/intérprete se revelou e atingiu um status respeitavel pelo seu talento real, e não pelo seu rostinho bonito, carisma ou seja lá o que essas revistas ligam hoje em dia.
Cada vez mais música de prateleira, que vende milhões de cópias no primeiro trimestre abalando na lista de top 5 e depois não se encontra mais cópia sequer, domina o nosso mercado. Janis se revira de bad no seu túmulo enquanto Rebeldes e Jonas Brothers faturam milhões.
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Automatic Man
He's the latest superhero with powers so profound.
He can leap a dotted line in just a single bound.
I know you must have seen him in books and magazines.
He's the quintessential mindless modern epicine.
His life is meaningful because he gets things done.
Bang bang he's dead, chalk up another triumph for our hero,
The Automatic Man.
It's true you must have met him, he's your best friend and your foe.
His opinions are determined by the status quo.
A true creature of habit, he smokes three packs a day.
When he has an original thought, he forgets it right away.
He's a paradigm of carefree living.
He's our mentor, disturb him if you can.
He's the answer if your peace of mind is lacking.
He's our savior, he is the common man.
So if you are troubled by the daily bump and grind,
Then take a careful look around and brother you will find...
The Automatic Man.
He can leap a dotted line in just a single bound.
I know you must have seen him in books and magazines.
He's the quintessential mindless modern epicine.
His life is meaningful because he gets things done.
Bang bang he's dead, chalk up another triumph for our hero,
The Automatic Man.
It's true you must have met him, he's your best friend and your foe.
His opinions are determined by the status quo.
A true creature of habit, he smokes three packs a day.
When he has an original thought, he forgets it right away.
He's a paradigm of carefree living.
He's our mentor, disturb him if you can.
He's the answer if your peace of mind is lacking.
He's our savior, he is the common man.
So if you are troubled by the daily bump and grind,
Then take a careful look around and brother you will find...
The Automatic Man.
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Ovomaltine. Ladeira, pausa, ladeira. Cigarro, pessoas, café. Bom dia. Vetores, carboidratos e inconfidência mineira. Croissant e cigarro. Mais vetores e carboidratos, outro cigarro e pronto. Amigos, ladeira e outra pausa. Mais um cigarro. Orkut, blog e joguinhos inúteis. Arroz, feijão e bife, pausa de novo e cigarro pós-pausa. Mais joguinhos e quem sabe um cochilo. Família da pesada e Simpsons. Pausa antes de ir dormir e boa noite. Ovomaltine-Ladeira.
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